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Em diálogo com lideranças e parceiros, diretora do Podáali discute bioeconomia na Amazônia


Na tarde desta sexta (01/10), a Diretora Executiva do Podáali, Valeria Paye, participou do evento “Indigenizando a Bioeconomia na Amazônia”, promovido pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). O evento faz parte de uma série de diálogos sobre o tema e as práticas econômicas diferenciadas feitas pelos povos indígenas, respeitando as florestas e biomas. O evento online com transmissão pelo Facebook foi moderado por Avanilson, do povo Karajá, no Tocantins.


Nara Baré, Coordenadora Executiva da COIAB, abriu o painel apontando que a sociobiodiversidade já vem sendo promovida há anos pelos povos indígenas. “Os povos indígenas já promovem a sociobiodiversidade há milênios e nossos territórios já vem demonstrando elementos suficientes para a garantia de vida melhor a partir da proteção dos territórios indígenas”, reforçou a liderança.


Valeria participou do painel “Como a Bioeconomia pode promover os direitos, sustentabilidade e autonomia dos povos indígenas nos seus territórios? ”. De acordo com a Diretora Executiva do Podáali, “a bioeconomia é uma reinvenção de conceitos que já foram criados e que mascaram os processos de exploração e que não estão em diálogo com as práticas indígenas”. A gestora reforçou que, na prática, o que é feito nos territórios é uma “economia indígena”.


Para Paye, a discussão da bioeconomia tenta se apropria da prática dos povos indígenas e comunidades tradicionais no uso sustentável e racional do meio ambiente, mas com forte viés mercantilista e de exploração. Valeria ainda reforçou a valorização da diferença ao dizer que existem várias economias indígenas que precisam ser respeitadas. Segundo Valeria, “É importante fortalecer os processos próprios dos povos indígenas, a partir dos seus conhecimentos, para que de fato se apoie o plano de vida. Não é reinventar a roda, os povos indígenas já mostram por onde devemos andar”, concluiu a diretora.


No evento, os painelistas apontaram que a bioeconomia não é suficiente como modelo para melhorar a situação do mundo. Para os convidados, é preciso levar adiante a discussão sobre o desmatamento zero; a melhor distribuição de renda na Amazônia; fortalecer a segurança alimentar; melhorar a gestão e proteção territorial; diminuir as desigualdades socioterritoriais e socioculturais, etc.


A finalização do evento aconteceu com a indicação de publicação de documento sobre os princípios da bioeconomia para os povos indígenas amazônicos. O material será compartilhado no site e redes sociais da COIAB. Para mais informações, acesse: https://coiab.org.br/ ou acompanhe a COIAB no Instagram e Facebook: @coiabamazonia.

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